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Federação Espírita Menina Izildinha
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Escrito por Administrator   
Qua, 01 de Junho de 2011 16:54
Última atualização em Qua, 11 de Dezembro de 2013 16:27
 
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MENINA IZILDINHA
(1897-1911) 
 
Biografia exposta no Mausoléu da Menina Izildinha em Monte Alto / SP
 
     Maria Izilda de Castro Ribeiro morreu de leucemia de 1911, na cidade portuguesa de Guimarães. Tinha 13 anos de idade. Cumpriu uma trajetória curiosa até se tornar a Santa Izildinha, fenômeno da fé popular no interior de São Paulo, onde seu corpo está enterrado até hoje.
 
     O mito começou a consolidar-se em 1950, quando um dos irmãos de Izildinha, Constantino de Castro Ribeiro, resolveu vir para o Brasil. Na mudança, trouxe o corpo de sua irmã. A exumação produziu espanto, quase 40 anos depois da morte, o corpo de Izildinha estava intacto, coberto de flores ainda viçosas. O primeiro destino do cadáver no Brasil foi a capital paulista, onde o culto teve início.
 
     O túmulo tornou-se ponto de peregrinação e centenas de graças lhe foram atribuídas. Constantino, o irmão da “santa”, lucrou com a veneração. Em 1958, já se tornara um próspero negociante, com título de comendador, quando propôs transferir Izildinha para Monte Alto, a 350 quilômetros de São Paulo, onde planejava abrir uma indústria de alimentos. A cidade recebeu-o com entusiasmo. Com o dinheiro arrecadado no lugar, ergueu-se este mausoléu.
 
     A comunidade portuguesa da região foi além: doou a Constantino terrenos para sua indústria. O culto a Izildinha se expandiu. Na década de 60, o mito tornou-se alvo de disputa judicial. Depois de se desfazer da fábrica aqui em Monte Alto, Constantino tentou remover a santinha da cidade. Queria levá-la de volta para São Paulo. O impasse foi resolvido em 6 de maio de 1964, pelo Tribunal de Alçada. O corpo foi incorporado ao patrimônio de Monte Alto. Magoado, o comendador nunca mais voltou à cidade. Ele está enterrado no cemitério São Paulo, no jazigo que mandara construir especialmente para a irmã famosa.
 
     Izildinha não é reconhecida pela Igreja, nem os devotos parecem preocupados com isso. O mausoléu não atrai as multidões dos anos 60, mas ainda fica repleto em meados de junho, quando se comemora o aniversário da menina. Os restos mortais repousam num caixão de chumbo e não podem ser admirados. Mas a lenda do corpo intacto resiste. Luís Antônio Guimarães, ex-administrador do mausoléu, conta que abriu o caixão há dez anos para executar alguns reparos. “O corpo continua lá, perfeito”, garante.